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É mais eficaz a moderação com que se repreende do que a severidade com que se castiga.
Sebastião José de Carvalho e Melo
Conde de Oeiras, Marquês de Pombal, Primeiro Ministro de PortugalAté a entrada dos jesuítas, Portugal foi culto, próspero e poderoso; em seguida, as letras agonizavam, o comércio definha, a navegação decai, o poder militar abate, perdem-se as virtudes cívicas e desaparece o equilíbrio nas relações assim entre a coroa e a Igreja como entre o Rei e os Vassalos.
Sebastião José de Carvalho e Melo
Conde de Oeiras, Marquês de Pombal, Primeiro Ministro de PortugalO que a minha avó dizia Ninguém queria acreditar As estradas «poriam-se» de luto E o mundo se devia enliar. As aldeias presas às vilas E as vilas às cidades Agora é que eu estou a ver Que ela dizia verdades. Eu ainda era miúdo Mas lembro-me de ela contar Os homens haviam de querer ir p’rá guerra Como o gado a pastar. Tudo isto que ela me contava Erro eu não acho nenhum Que p’rá era dos dois cincos De um cento escapava um. Tinha nove p’ra dez anos Lembro-me de ela contar E olhando para seus netos Começa logo a chorar: – P’rá era de mil nove e oitenta Feliz é quem não lá chegar. Mas hoje é que eu compreendo O que ela queria dizer Que haviam de ficar dois homens E não se poderem entender. Mas hoje é que eu compreendo E vejo que tinha razão Esses dois homens que ficam É um chefe em cada nação. Isto é um pequeno resumo Que eu mais não sei explicar Mas o que dizia a pobre velha É o que se está a aproximar.
Sebastião Jacinto
Poeta, Poeta PopularA visita do General Franco A muitos causou tristeza Só mostraram as regalias Em vez de mostrarem as tristezas. A inteligência dos portugueses Pouco mais é que a dum caracol Anda tudo em construção Por causa de vir cá o Franco espanhol. Daqui amanhã não há verba Despedem o pessoal Assim se vê a miséria Que nós temos em Portugal. Veio cá a polícia espanhola Que não merece consideração Puseram fora do Palácio O velho amigo Dr. Galrão. Ele tinha o convite consigo Mas não se quis encomodar Foi a polícia espanhola Que o mandou retirar. Nem olharam p´rá idade Digo mesmo com franqueza Um homem com 93 anos Que foi sempre o «pai da pobreza».
Sebastião Jacinto
Poeta, Poeta PopularÓ rico ganancioso Reparte com quem não tem Lembra-te de quem trabalha que sem ele não és ninguém. Arrepende-te que estás a tempo De cumprir o teu dever Mas lembra-te que o desgraçado Não ganha para se manter. Lá vem um dia mais tarde Que te encontras arrependido Olha que a riqueza da terra Não a levas p’ró jazigo. Sabe Deus o que custa Por esmola pedir pão Mas se os polícias o encontram Ameaçam-no com a prisão. Lá vai o pobre mendigo Para a rua a mendigar Muitas é a fome Que o obriga a roubar.
Sebastião Jacinto
Poeta, Poeta PopularNom chegou, madr’, o meu amigo e oj’est o prazo saído. Ai, madre, moiro d’amor! Nom chegou, madr’, o meu amado e oj’est o prazo passado. Ai, madre, moiro d’amor! E oj’est o prazo saído! Por que mentiu o desmentido? Ai, madre, moiro d’amor! E oj’est o prazo passado! Por que mentiu o perjurado? Ai, madre, moiro d’amor! Porque mentiu o desmentido, pesa-mi, pois per si é falido. Ai, madre, moiro d’amor!
D. Dinis
Poeta, Rei de PortugalÉ indispensável mostrar que a Causa Monárquica está viva e que não é simplesmente uma relíquia do passado.
Podemos representar um grande papel, se a Causa se organizar: a ditadura militar que devemos continuar a apoiar, carece de uma força que não tem, e que nós, estando organizados, lhe podemos dar; a ditadura não poderá durar sempre, e terá de ser sucedida por qualquer coisa.




