D. Miguel I

D. Miguel I foi rei de Portugal durante seis anos, sendo os últimos dois numa Guerra Cívil contra o seu irmão mais velho, e futuro D. Pedro IV. Foi reconhecido Rei pelas Cortes por seu irmão ter-se rebelado contra Portugal declarando a Indencia do Brasil. Após perder a Guerra Cívil foi retirado da linha de sucesão e exilado.

Citações

Meu pai e senhor: – O único pesar que tenho é ter saído do Palácio de Vossa Magestade sem sua licença; mas esta não teria eu alcançado da prudencia de Vossa Magestade, e não podendo ver por mais tempo o abatimento do throno contra a vontade de todo o reino, tomei um partido que Vossa Magestade como rei não póde desapprovar.

Nós devêmos conservar illesa a magestade real; é um deposito que nos é confiado. Só pretendo servir a Vossa Magestade, como rei e como pai, e libertar a nação; espero que o ceu nos ajudará, e que Vossa Magestade me deitará a sua bênção como pai, ainda que como rei o obriguem a actos exteriores contra o seu real coração.

Beijo a mão de Vossa Magestade, filho o mais obrigado – Miguel

Carta de D. Miguel a seu pai, o Rei D. João VI, durante a Vilafrancada, revolta que acabou por encabeçar.

D. Miguel I

Rei de Portugal



Em consequencia dos acontecimentos que Me obrigaram a sair de Portugal e abandonar temporariamente o exercicio do Meu poder; a honra da Minha Pessoa, o interesse dos meus Vassallos e finalmente todos os motivos de justiça e de decoro exigem que Eu proteste, como por este faço, à face da Europa, a respeito dos sobreditos acontecimentos e contra quaesquer innovações que o governo que ora existe em Lisboa possa ter introduzido, ou para o futuro procurar introduzir contrarias às Leis fundamentaes do Reino.

D’esta exposição pode-se concluir que o Meu assentimento a todas as condições que Me foram impostas pelas forças preponderantes, confiadas nos generaes dos dois governos de presente existentes em Madrid e Lisboa, de accordo com duas grandes Potencias, foi da Minha parte um mero acto provisorio, com as vistas de salvar os Meus Vassallos de Portugal das desgraças que a justa resistencia que poderia ter feito, lhes não teria poupado, havendo sido surprehendido por um inesperado e indesculpavel ataque de uma Potencia amiga e alliada.

Por todos estes motivos tinha Eu firmemente resolvido, apenas tivesse liberdade de o praticar, como cumpria à Minha honra e dever, fazer constar a todas as Potencias da Europa a injustiça da aggressão contra Meus direitos e contra a Minha Pessoa; e protestar e declarar, como por este protesto e declaro, agora que me acho livre de coação, contra a capitulação de 26 de maio passado, que Me foi imposta pelo governo ora existente em Lisboa; auto que fui obrigado a assignar, a fim de evitar maiores desgraças e poupar o sangue de Meus Fieis Vassallos. Em consequencia do que deve considerar se a dita capitulação como nulla e de nenhum valor.

Depois de finalizada a Guerra Civil Portuguesa com a Convenção de Évora Monte a 26 de Maio de 1834 D. Miguel é exilado.

Ao chegar a Génova no entanto escreve esta declaração, a 20 de Junho de 1834, onde diz que apenas assinou a Convenção de Évora Monte coagido, e para evitar mais derramamento de sangue.

D. Miguel I

Rei de Portugal

Nascido a  em Queluz, Portugal.

Faleceu a  em Wertheim, Alemanha

Próximas efemérides

06 de Outubro de 1999 morre em Lisboa Amália Rodrigues .
08 de Outubro de 1817 nasce em Póvoa de Varzim José Rodrigues Maio - Cego do Maio.
09 de Outubro de 1261 nasce em Coimbra D. Dinis.
11 de Outubro de 1891 nasce em Lisboa Armandinho.
12 de Outubro de 1798 nasce em Queluz D. Pedro IV.

Personalidades contemporâneas

Encontradas 25 personalidades.
D. Maria I
Rodrigo de Sousa Coutinho
D. João VI
Pedro de Sousa Holstein, Duque de Palmela
Manuel da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira
D. Pedro IV
José Rodrigues Maio - Cego do Maio
D. Maria II
D. Fernando II
D. Pedro V
D. Luís I
Manuel de Arriaga
Teófilo Braga
Eça de Queirós
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Ernesto Hintze Ribeiro
Alfredo Keil
Guerra Junqueiro
Bernardino Machado
José Malhoa
Manuel Teixeira Gomes
João do Canto e Castro
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António José de Almeida