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Cerco e Tomada de Lisboa

Após o consolidar da independência de Portugal com o Tratado de Zamora em 1143 todo o foco de D. Afonso Henriques se centrou na expansão a sul, e aí havia um marco decisivo, já tentado por diversas vezes no passado, a tomada de Lisboa.

A posição natural de Lisboa, dominando a linha do Tejo e ao mesmo tendo sendo o melhor Porto Atlântico da Península Ibérica, fê-la desde a antiguidade uma cidade de enorme relevância. Tomando e controlando Lisboa a linha de guerra passaria definitivamente para o Alentejo, e consolidaria todo o poder do recém formado Reino de Portugal.

No entanto esta era reconhecidamente uma tarefa hercúlea, visto a cidade estar bem defendida, bem preparada para resistir a cercos, e dotada de um Castelo dominante e bem abastecido. Somando a isso que um cerco com sucesso teria sempre de ser feito tanto de terra como do Tejo tornava-a um alvo apetecível, mas muito complexo.

Em 1147 D. Afonso Henriques viu no entanto uma oportunidade. Tinha tomado recentemente Santarém, que serviu de importante base de apoio à operação, quando soube de um enorme contingente de Cruzados que ao abrigo da Segunda Cruzada se dirigia pelas nossas costas até à Terra Santa.

Como a Bula de Cruzada era também estendida à Península Ibérica mourisca D. Afonso Henriques encetou contactos junto dos cruzados para que se juntassem a ele num cerco com vista à conquista da sua futura jóia da coroa.

Foram estes cerca de 13 mil Cruzados, entre Ingleses, Alemães e Flamengos, que atacaram via Tejo a cidade, enquanto que os 7 mil Portugueses de D. Afonso Henriques se lançaram por terra para sitiar os 15 mil mouros da Taifa de Badajoz que defendiam a cidade.

Um cerco duro, com inúmeras tentativas de assalto falhadas, foi iniciado a 1 de Julho de 1147, e só viria a terminar com a rendição a 21 de Outubro do mesmo ano.

Essa rendição ocorreu apenas depois de a 20 de Outubro uma brecha na muralha ter sido conseguida por meio de sapadores usando uma mina para fazer ruir parte, ao mesmo tempo que as máquinas de cerco, entre elas uma gigantesca torre de assalto de madeira, se preparavam para iniciar um assalto final a Lisboa.

A rendição não evitou no entanto as atrocidades, mesmo com tentativas de contenção por parte de D. Afonso Henriques os Cruzados sedentos de sangue cometeram várias actos de violência que ficaram bem documentados.

Após esta conquista os Castelos de Sintra e Palmela rendem-se de imediato a D. Afonso Henriques, ficando a linha do Tejo conquistada, e a futura capital de Portugal, algo que viria a suceder em 1255, finalmente integrada no Reino.

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D. Afonso Henriques

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