Castelo dos Mouros – O Poderoso Baluarte de Sintra que livremente se entregou a Portugal

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Castelo dos Mouros, Sintra - Foto de Brsseb

Quem passa na estrada perto de Sintra reconhece toda ao longe a Serra. Hoje em dia imponente e colorido quem domina a vista é o Palácio da Pena. Mas olhando sobranceiro na ponta da Serra mais próxima da mar encontra-se o Castelo de Sinta. Mais conhecido como Castelo dos Mouros.

A posição estratégica deste Castelo sempre o fez dominar Terra e Mar. Juntando a isso a vegetação da Serra tornou-o uma das fortalezas Mouriscas mais fortes da região.

Pertença do Taifa de Badajoz foi oferecido por este a D. Afonso VI de Leão e Castela em 1093 para o ajudar a defender de uma invasão de Ali ibn Yusuf ibn Tashfin o Almorávida.

As forças Mouras aliadas do Reino de Leão e Castela não conseguiram travar a conquista por parte dos Almorávidas e o Castelo de Sintra cai de novo em mãos Mouriscas.

A Reconquista sem Sangue

Quando em 1147, quatro anos após a Independência em Zamora (podem ler mais aqui), D. Afonso Henriques com grande auxílio Cruzado preparou-se para tomar Lisboa.

O destino de Sintra e Lisboa sempre estiveram entrelaçados. E dominar Lisboa sem controlar o Castelo de Sintra seria sempre um risco. Como tal havia sido preparada por D. Afonso Henriques uma operação para tomar o Castelo.

Tal não havia de ser necessário, pois ao ver a hoste Cristã que estava a assolar Lisboa, Sintra e o seu Castelo renderam-se voluntariamente. Assim evitando derramamento de sangue e a continua prosperidade.

As Guerras que Assolaram o Castelo

Apesar de ter sido um Castelo que se juntou a Portugal de forma pacífica, teve no século XIV intervenções.

Na primeira, e a mais sangrenta, durante as Guerras Fernandinas (1369-1382), foi assolado por forças Castelhanas. Apesar de duros combates acabou por nunca cair e manter a sua fortaleza.

Posteriormente na Crise de 1383-85 o Castelo de Sintra, e as suas tropas, declararam apoio ao Rei Espanhol D. João I.

Aconselhado por D. Nuno Álvares Pereira, D. João I de Portugal evitou tentar conquistar directamente Sintra por saber o que custaria em termos de vidas tomar este poderoso Castelo.

Manteve-se sempre como um perigo para Lisboa neste período e um ponto de tensão. E só acabaria por se juntar à causa de D. João I de Portugal após a vitória na Batalha de Aljubarrota.

O Declínio e a Salvação Romântica por D. Fernando II

Após os eventos quinhentistas nunca mais viria a ser militarmente assolado este castelo. Como tal a pouco e pouco o declínio começou a notar-se.

Primeiro com um raio caído na torre de menagem no século XVII e mais ainda com os danos provocados pelo terramoto de 1755. Para dificultar mais ainda a sua sobrevivência militarmente foi tornado obsoleto por novos tipos de fortes costeiros.

No entanto o casamento de D. Fernando II com a Rainha D. Maria II acabou por ditar a futura sorte para um dos mais belos Castelos de Portugal. D. Fernando II era um apaixonado pela época medieval, e por Sintra.

Sabendo o estado de degradação que já assolava o Castelo de Sintra resolveu trazer a si de forma pessoal o seu restauro. O que vemos hoje neste magnifico Castelo é muito da sua obra.

Temos a agradecer tanto o restauro, como que observar algumas liberdades românticas que seguiu, fruto da época.

Um belo monumento, uma enorme vista, e um Castelo cheio de História.

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