Arthur Duarte – O Artesão do Cinema Português

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Arthur Duarte

Existem nomes que tiveram uma longa carreira cheia de sucessos numa área, como o Cinema. Outros que nunca os tiveram, mas tentaram. A história de Arthur Duarte no cinema acaba por ser algo menos comum. Uma longa carreira, mas com um pico enorme mesmo ao meio desta.

Arthur de Jesus Pinto Pacheco, que assinou sempre com o pseudónimo Arthur Duarte, nasceu em Lisboa a 17 de Outubro de 1895, e foi em Lisboa que se formou como cineasta no Conservatório.

Estreou-se como actor no teatro em 1918 na Companhia Rosas & Brazão. No entanto o cinema era o objectivo e surge pelas primeiras vezes nos créditos de um filme em 1921, no filme A Morgadinha de Vale Flor de Ernesto de Albuquerque.

A busca incessante do triunfo e da fama

Continua a surgir regularmente em filmes como actor, mas vê que a sua ambição de ser uma estrela do cinema poderia ter um impulso maior lá fora, e é isso mesmo que faz.

Mal soube da oportunidade de representar a Castello Lopes em Paris logo agarra a oportunidade com as duas mãos em 1923. Mantendo-se como actor agora num palco maior e cheio de ambição.

Ambição essa que quatro anos mais tarde o levam até à Alemanha assinando um contrato com a grande rede de estúdios cinematográficos Universum Film Aktien Gesellschaft (UFA). Rede que na altura rivalizava mesmo com os grandes de Hollywood.

No entanto em 1933 entre os problemas para estrangeiros na Alemanha, e a força do cinema sonoro a crescer, a sua carreira como actor ficou em perigo. Voltando a Portugal nesse ano, mas mesmo assim completando 54 presenças como actor no cinema alemão.

O Artesão do Cinema

Com o regresso a Portugal dá-se também a estreia como realizador. Primeiro no Drama, com a adaptação de Os Fidalgos da Casa Mourisca de Julio Dinis em 1938.

No entanto o grande sucesso veio nos anos da Era Dourada do Cinema Português. Aí consegue três filmes que são um absoluto sucesso comercial, e ainda hoje referenciados.

O Costa do Castelo (1943) , O Leão da Estrela (1947) e O Grande Elias (1950) são a sua grande marca na comédia cinematográfica Portuguesa. Mesmo não sendo o mais inovador da sua geração, soube aproveitar a fórmula de sucesso da altura com enorme sucesso.

Ao longo da sua muito longa carreira nunca parou de trabalhar, mesmo que o ritmo tenha sido mais calmo. No total como realizador foi o criador de quinze longas metragens. O que somando a todos os outros trabalhos que fez no cinema faz dele um grande artesão do cinema Português.

Viria a falecer em Lisboa a 22 de Outubro de 1982.

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