Palácio Nacional de Mafra

Começado a construir a 17 de Novembro de 1717 o Palácio Nacional de Mafra é uma das obras mais grandiosas de Portugal e do Mundo Português.

Mandado erigir por D. João V por cumprimento de uma promessa de um filho varão, teve como principal arquitecto Johann Friedrich Ludwig, João Frederico Ludovice.

Feito para ombrear com Prado e Versalhes

Inicialmente a promessa que levou à sua construção era para um convento. Algo que foi levado até ao fim do projecto, chegando nele a habitar mais de 300 frades. No entanto a ideia passou rapidamente o projecto quando ao convento se resolveu juntar o Palácio.

A ideia do Palácio Nacional de Mafra foi fazer algo ao nível do Palácio do Prado de Espanha ou Versalhes de França. Daí a criação dos Jardins, da Tapada, e toda a área envolvente que leva a uma dimensão completamente irreal tendo em conta o que existia até então, ou mesmo posteriormente, em Portugal.

Mais de 56 mil trabalhadores trabalharam neste magnifica criação em simultâneo, falecendo 1383 durante a construção.

Os números só por si opulentos

A fachada imponente com 232 metros mostra desde logo ao incauto visitante a dimensão da chamada Real Obra. Que se avista desde Sintra , e da qual se vê a Pena.

São 37.790 m2 de área, 1200 divisões, 4700 portas e janelas e 156 pátios e saguões. A isto juntam-se os oito órgãos da Basílica, algo ainda hoje único no mundo.

Na Basílica temos também, além de um conjunto de Estátuas e Pinturas de enorme relevo cultural, a primeira cúpula erigida em Portugal. Esta cúpula, o Zimbório, ergue-se a 63 Metros de altura, e é visível tal como as duas torres sineiras que ladeiam a Basílica a dezenas de quilómetros.

Os dois Carrilhões

Nas duas torres sineiras encontram-se um conjunto de 98 sinos que formam os dois Carrilhões de Mafra.

Conta a lenda que D. João V tinha enviado emissários à Flandres para a compra de um Carrilhão a fundição tentou dissuadi-lo dando um preço exorbitante para o mesmo.

Indignado com tal ideia de que poderia ser dissuadido de ter um carrilhão desta qualidade D. João V terá dito “Não supunha que fosse tão barato;  quero dois!”.

A Biblioteca

Como se tudo o resto não bastasse ainda existe um ex-libris dentro do ex-libris que é o Palácio Nacional de Mafra, a sua Biblioteca.

Nunca chegou a receber todos os ornamentos dourados que estavam no projecto, por via das guerras do inicio do século XIX, mas continua a ser um conjunto arquitectonicamente magnifico, que a leva a ser recorrentemente a ser usada para filmar grandes produções cinematográficas.

Porém, e mesmo sabendo que é um tesouro arquitectónico por si só, o maior tesouro é o seu conteúdo.

Mais de trinta e seis mil livros raros, com muitas primeiras e segundas edições, e mais valioso ainda, muitos dos livros proibidos pela inquisição. Devido a uma permissão Papal para o efeito, conseguida pelo Rei.

A Ligação aos Bragança

Mandado construir pelo Rei D. João V acabou por ser muito relevante na vida de três dos Reis da sua dinastia.

Primeiro D. João VI, ainda enquanto regente, passou todo o ano de 1807 neste Palácio, que ajudou também a enriquecer.

Também o Rei D. Carlos teve uma grande ligação a Mafra. Amante da Caça fez do Palácio de Mafra a sua residência predilecta nas épocas de caçadas. E como tal ajudou e muito a desenvolver a Tapada e as suas imediações.

D. Manuel II fica ligado a este edifício por um motivo bem diverso do de seu pai. Foi neste Palácio que dormiu pela última vez em Portugal de 4 para 5 de Outubro de 1910. Daí seguiria para a Ericeira de onde embarcaria, e nunca mais regressaria a solo Português.

Visitas

O Palácio Nacional de Mafra pode e deve ser visitado durante todo o ano. A Basílica, como local de culto, está aberta durante grande parte do dia e é de visita gratuita, seja para fins religiosos ou não.

Já o Palácio infelizmente mostra uma pequena fracção de todo o seu esplendor ao Público. Dá para ter uma visão geral do quão magnifico é, mas a presença militar em grande parte da antiga área do Convento retira-lhe algumas das áreas de grande interesse.

Mesmo assim podem ver durante seis dias por semana muita arte de renome, especialmente do século XVIII e XIX, os aposentos do Rei, da Rainha, a Sala dos Veados, a enfermaria dos frades, e claro, a magnifica Biblioteca!

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