Proclamação da República
A revolução republicana, José Relvas proclama a República da varanda da Câmara Municipal

Desde a sua Independência a 5 de Outubro de 1143 até ao mesmo 5 de Outubro de 1910 Portugal foi uma Monarquia.

Essa Monarquia terminou com a Proclamação da República nos Paços do Concelho de Lisboa por José Relvas, sagrando-se vitoriosa a insurreição armada começada a 3 de Outubro.

A Revolta de 3 de Outubro de 1910

Desde o Regicídio de 1908 que se esperava uma revolta republicana fortemente armada. Como tal as forças monárquicas mantinham a informação constante sobre os movimentos republicados.

Tanto assim o era que a 3 de Outubro de 1910 as forças do Regime tinham reforçado a presença militar na capital. No total estavam presentes mais de sete mil soldados leais à monarquia presentes.

Perante tal facto muitos nas fileiras da revolução consideraram que seria prudente adiar os planos. O Almirante Cândido dos Reis, no entanto era de opinião contrária, e ficaram célebres as suas palavras.

A Revolução não será adiada: sigam-me, se quiserem. Havendo um só que cumpra o seu dever, esse único serei eu.

Avançou Cândido dos Reis, e avançaram cerca de dois mil homens armados com ele. Tal como três Couraçados no Tejo que tomados pelos insurrectos em Lisboa e contribuindo com bombardeamentos a vários edifícios estatais.

A retirada para a Rotunda

No entanto a revolta não começou com o sucesso esperado. Graças à força, coragem e tenacidade de Paiva Couceiro comandante das forças monárquicas, impediu uma rápida vitória dos republicanos.

Falhado o primeiro grande assalto as forças resolvem tentar entrincheirar-se em Alcântara e na Rotunda (actual zona do Marquês de Pombal).

Barricadas são erigidas e logo atacadas. A muito custo os republicanos aguentam as posições, mas a eminente chegada de reforços da província para as forças monárquicas colocava-os com pouca esperança.

A Morte de Cândido dos Reis, e o triunfo da Revolta

Perante tal cenário o comandante da revolta, Almirante Cândido dos Reis, não foi informado sequer de que os três couraçados tinham com sucesso sido tomados pelos revoltosos. Em desespero nessa mesma noite pela derrota que parecia certa suicidou-se, deixando a revolta sem o seu líder máximo.

No entanto chegado o dia seguinte as forças que eram supostas virem reforçar os homens de Paiva Couceiro não chegaram. Sem reforços, e com muitos simpatizantes republicanos nas suas fileiras, a moral das tropas reais caiu a pique, ocorrendo deserções várias.

Com tudo isto e de um cenário pouco provável as forças revoltosas ganharam de novo algum alento, e com a fuga de D. Manuel II para Mafra acabam mesmo por manter as posições.

A Declaração da República

Surge entretanto um armistício de uma hora, e no meio da confusão parte da população pensou tratar-se de uma rendição monárquica.

Com isto muitos populares saíram à rua celebrando a República. Juntando a isto toda a situação militar acabara de triunfar a revolução.

Daí até à chegada dos Políticos, desta feita Republicanos, foi um ápice. E às 9 horas de 5 de Outubro de 1910 José Relvas proclama dos Paços do Concelho a República.

Ficaram prometidas novas eleições para breve, e uma nova constituição. Até lá chefiaria o país Joaquim Teófilo Braga, tornando-se assim o primeiro Presidente da República Portuguesa.

E desde esse dia Portugal sempre se manteve como a República Portuguesa. Mesmo mudando duas vezes de regime nesse período.

Quanto ao último Rei, partiria nesse mesmo dia com destino ao exílio no Reino Unido. Embarcou com a sua mãe, a Rainha Dona Amélia, da Ericeira. Nunca mais tornaria a Portugal que sempre disse ficar no seu coração.

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